Que o esporte ganhou uma dimensão global, isso é inegável. O apuramento das telecomunicações e do fluxo de pessoas tornou o mundo menor. Dentro disso também o futebol se inclui.
Talvez o primeiro registro de como o futebol se tornou global tenha sido em Moçambique. Está bem, você pode dizer que os clubes sul-americanos espelhavam-se nos ingleses quando iam escolher algum nome: Juniors, Rangers, Wanderers, Athletic, Sport e isso já definia o quanto global estava a modalidade. Mas da Inglaterra veio o futebol! Digo Moçambique por ser – à época – uma remota localidade africana, que tinha uma equipe de jovens chamada “Os Brasileiros”, que revelou um dos maiores futebolistas de todos os tempos, Eusébio. Anos mais tarde ele brilharia pelos campos do mundo a vestir uma camiseta encarnada, ou a do Benfica ou a de Portugal.
E é a globalização por que passa o futebol – há bons muitos anos – que me chamou a atenção recentemente em minha cidade natal. Lá há um clube amador de futebol cujo nome homenageia há mais de 40 anos um campeão da Copa Libertadores da América. Chamou-me a atenção pelo tempo que persiste esta homenagem e pelo histórico de rivalidade no futebol entre os dois países, que não permitiria tal “luxo”.
O Estudiantes de La Praça FC, em Jaú-SP, em homenagem ao CA Estudiantes de La Plata (ARG)
Tudo muito curioso, bem como o Boca x River que há no sertão de Pernambuco. Assim segue o futebol sul-americano, repleto de curiosidades e possibilidades.
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