Campeonato Jauense de Futsal 1 Divisão-2 Rodada

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domingo, 4 de abril de 2010

Fórmula 1:Massa comemora a liderança com o pé no freio: ‘Ainda há 16 corridas e nada muda’

Sétimo na Malásia, brasileiro da Ferrari diz que tinha carro para lutar pelo pódio, mas fica feliz com o resultado depois de ter largado em 21º.

A quebra de Fernando Alonso na penúltima volta do Grande Prêmio da Malásia deu a Felipe Massa, sétimo colocado, a liderança do Mundial de Pilotos da Fórmula 1. O brasileiro não se via na ponta da classificação desde o GP da França de 2008 e, ainda assim, preferiu comemorar discretamente, com os pés no freio. 

- A sensação de liderar é, sem dúvida, boa. Lógico que, quando você chega em sétimo com um carro competitivo para lutar pelo pódio, é sempre negativo, mas é ótimo saber que você está em primeiro. Mas ainda há 16 corridas pela frente e nada muda.

Depois de um erro de estratégia no treino classificatório – quando demorou a ir à pista -, Massa largou da 21ª colocação.

- Foi uma ótima corrida. Pelo que aconteceu ontem, acho que a gente conseguiu fazer um ótimo trabalho. Largar no primeiro grupo foi muito difícil. Até a primeira parada não tinha aderência. Depois que botei os pneus moles tudo mudou. Conseguimos marcar alguns pontinhos que, depois de uma largada praticamente em último, foi um excelente resultado.

Felipe Massa (esq.) faz uma corrida de recuperação e termina em sétimo no GP da Malásia




Sepang,Malásia
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sábado, 3 de abril de 2010

Fórmula 1:Webber se dá bem na chuva e fatura a pole

Hamilton, Alonso, Massa e Button erram na tática e ficam nas últimas posições do grid no GP da Malásia
Webber acertou na escolha de pneus no Q3 e obteve segunda pole na carreira (Crédito: Reuters) (Crédito: Reuters)

Em treino com muita chuva, Mark Webber, da Red Bull, aproveitou a ausência de McLaren e Ferrari na Q3 e marcou a pole position para o GP da Malásia. Nico Rosberg, da Mercedes, completa a primeira fila da corrida de domingo, às 5h (de Brasília). Lewis Hamilton, Jenson Button, Fernando Alonso e Felipe Massa vão largar na parte de trás do grid em Sepang após erros estratégicos das suas equipes e escapadas da pista.

Pela terceira vez seguida, a Red Bull conseguiu a pole position nesta temporada. Webber teve um melhor desempenho com pneus intermediários, enquanto Vettel, que havia saído na frente no Bahrein e na Austrália, usou compostos para chuva forte, e ficou em terceiro no grid.

É a segunda pole da carreira de Webber, que antes só havia largado na posição de honra no Grande Prêmio da Alemanha do ano passado.

O melhor brasileiro no grid acabou sendo Rubens Barrichello, que aproveitou a experiência e habilidade na chuva para ficar em sétimo. Mesmo assim, o recordista de participações na F-1 ficou duas posições atrás do companheiro de equipe, o novato Nico Hulkenberg.

Quem também teve um fim amargo de treino foi Michael Schumacher, que ensaiou brigar pela pole, mas ficou numa distante oitava posição, mais uma vez bem atrás de Rosberg.

Q1 cheia de surpresas

A Q1 já mostrou os efeitos da chuva que era constante desde antes do treino: Felipe Massa, Fernando Alonso, ambos da Ferrari, e Lewis Hamilton, por lá ficaram. Eles demoraram para ir à pista por erro de estratégia de Ferrari e McLaren, e pegaram a pista bem mais molhada.

Vários carros foram à pista logo no início, exatamente pelo medo da chuva, que já caía, mas prometia ser ainda mais forte, principalmente as equipes médias e as novas. Sebastien Buemi foi o primeiro a abrir volta, e Vitaly Petrov, da Renault, já rodava. Poucas voltas depois, o suíço daria um passeio na brita.

Já no meio da atividade, Ferrari, Mercedes e McLaren ainda não tinham marcado tempo, e a chuva continuava, tanto que Vitantonio Liuzzi foi mais um a rodar, e Bruno Senna também foi para a brita. Tudo poderia acontecer. Até Lewis Hamilton parou na pista.

Jenson Button ficou preso na brita a ainda assim avançou ao Q2, em 13º, mas não conseguiria mais andar, largando assim em 17º. Com isso, quatro pilotos favoritos ficaram na parte de trás do grid.

Assim, Heikki Kovalainen, da Lotus, e Timo Glock, da Virgin, foram beneficiados e foram os primeiros pilotos a levaram equipes novas ao Q2.

Lucas di Grassi, Bruno Senna, Karun Chandhok e Jarno Trulli foram os outros que saíram no Q1.

Q2 sem surpresas
No Q2, nenhum piloto bobeou e todos foram rapidamente à pista, e as equipes intermediárias brigaram muito pelo Q3, já que quatro vagas teoricamente cativas na parte final do treino estavam abertas.

Desta vez, nenhuma surpresa. Os quatro pilotos favoritos foram com facilidade para o Q3, assim como Rubens Barrichello, que mostrava sua habilidade na chuva, assim como seu companheiro, Nico Hulkenberg, que chegou a liderar a atividade.

Quem voltou a mostrar boa performance foi a Force India, com Sutil em terceiro, e Liuzzi em oitavo.

Desta forma, ficaram pelo caminho na Q2: Petrov, De La Rosa, Buemi, Alguersuari, Kovalainen e Glock, além de Button.

Mais chuva e pausa na Q3
Na Q3, tudo ficava aberto para Red Bull e Mercedes brigarem pela pole position. A fila estava formada para o treino, com todos querendo entrar na frente. Kubica foi na frente, até passando na frente de Sutil ainda nos boxes. Mas o tiro iria pela culatra, já que a chuva aumentou muito e a bandeira vermelha foi agitada.

Depois da pausa, a Force India não deixou que o mesmo acontecesse, e Liuzzi foi na frente, tendo melhor visibilidade. Mas Sutil fazia o melhor tempo.

Do meio para o fim, a escolha correta de pneus de Webber e Rosberg deu resultado e ambos baixaram muito o tempo em relação aos demais.

A previsão do tempo indica mais possibilidade de chuva para a corrida deste domingo.

GRID DE LARGADA DO GP DA MALÁSIA
1º - Mark Webber (AUS) Red Bull-Renault - 1m49s327
2º - Nico Rosberg (ALE) Mercedes - 1m50s673
3º - Sebastian Vettel (ALE) Red Bull-Renault - 1m50s789
4º - Adrian Sutil (ALE) Force India-Mercedes - 1m50s914
5º - Nico Hulkenberg (ALE) Williams-Cosworth - 1m51s001
6º - Robert Kubica (POL) Renault - 1m51s051
7º - Rubens Barrichello (BRA) Williams-Cosworth - 1m51s511
8º - Michael Schumacher (ALE) Mercedes - 1m51s717
9º - Kamui Kobayashi (JAP) Sauber-Ferrari - 1m51s717
10º - Vitantonio Liuzzi (ITA) Force India-Mercedes - 1m52s254
11º - Vitaly Petrov (RUS) Renault - 1m48s770
12º - Pedro de la Rosa (ESP) Sauber-Ferrari - 1m48s771
13º - Sebastien Buemi (SUI) Toro Rosso-Ferrari - 1m49s207
14º - Jaime Alguersuari (ESP) Toro Rosso-Ferrari - 1m49s464
15º - Heikki Kovalainen (FIN) Lotus-Cosworth - 1m52s270
16º - Timo Glock (ALE) Virgin-Cosworth - 1m52s520
17º - Jenson Button (ING) McLaren-Mercedes - sem tempo
18º - Jarno Trulli (ITA) Lotus-Cosworth - 1m52s844
19º - Fernando Alonso (ESP) Ferrari - 1m53s044
20º - Lewis Hamilton (ING) McLaren-Mercedes - 1m53s050
21º - Felipe Massa (BRA) Ferrari - 1m53s283
22º - Karun Chandhok (IND) Hispania-Cosworth - 1m56s299
23º - Bruno Senna (BRA) Hispania-Cosworth - 1m57s269
24º - Lucas di Grassi (BRA) Virgin-Cosworth - 1m59s977

Reginaldo Leme
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domingo, 26 de julho de 2009

Prioridade é reduzir inchaço do cérebro de Felipe Massa, diz médico


Especialista explica que é muito difícil prever evolução. Energia estimada do impacto foi 30% da suficiente para decapitação

Dino Altmann, médico responsável pelo GP do Brasil, que está na Hungria, relatou neste domingo que o neurologista responsável pelo tratamento de Felipe Massa disse que ele "tem um pouco de edema", mas não tem hematoma ou lesão do tecido nervoso do cérebro. Massa foi atingido sábado por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello, durante os treinos para o GP da Hungria. Edema cerebral é, simplificando, um inchaço.

- Dependendo do grau do inchaço, há um aumento da pressão do cérebro - diz Milton Steinman, cirurgião especializado em trauma do Hospital Israelita Albert Einstein.

Como a calota craniana é um compartimento limitado, a massa encefálica não tem para onde crescer, o que requer medidas para reduzir o inchaço. O período do inchaço é variável. Pode ser de 2 a 3 dias, ou até mais.

As tomografias computadorizadas (TCs) em série – no caso de Massa elas serão de 48 em 48 horas – têm o objetivo de descartar a chamada lesão axional difusa, quando a forte desaceleração resultante do impacto causa ruptura de fibras axoniais (os axônios atuam como condutores dos impulsos nervosos). Não há lesões cerebrais graves neste caso, mas pequenas hemorragias, que são detectadas nas TCs. Uma ressonância nuclear magnética pode ser empregada como ferramenta adicional para gerar imagens de confirmação.

Para Steinman, é preciso considerar que Massa foi vítima de dois choques – o da mola e, depois, contra a barreira de contenção.

- A transferência de energia é muito grande. O prognóstico é variável, é muito difícil prever como será a evolução, se haverá comprometimento de reflexos. Mas eu já vi paciente com inchaço cerebral importante (grave) que acorda sem nenhuma sequela. Como o Massa é jovem, as chances são boas - diz Steinman.

Cálculo de impacto

Segundo Sérgio Ejzenberg, perito em acidentes automotivos e mestre em engenharia de transportes da Escola Politécnica da USP, é preciso considerar que a mola que desprendeu do carro de Barrichelo manteve movimento, quicando, na mesma direção que os veículos.

- Não foi parada instantânea com aborção total de energia. Ou seja, quanto mais rápido ela estava, menor terá sido o impacto, porque você subtrai as duas velocidades.

Tomando como premissa que a mola estivesse a 100 km/h, o impacto teria sido a 160 km/h. Considerando que ela não bateu em cheio no rosto de Massa, mas resvalou do lado esquerdo do crânio do piloto, Ejzenberg calcula uma energia de impacto de aproximadamente 500 joules. Para que se tenha ideia do que isso significa, uma energia de 1.800 joules causa decapitação. Um pouco menos, 1.700 joules, enforcamento.

- Evidentemente, uma perícia vai definir ângulo do choque, peso e velocidade exata da mola - diz o engenheiro.

Em sua avaliação, o acidente reforça a necessidade de revisão de projeto dos carros de Fórmula 1.

- Em nome da segurança dos pilotos, está mais do que na hora de adotar cockpits como de aviões de caça. Não há razão para que isso não seja feito, os pilotos ficam expostos até mesmo a aves.

Além da proteção em caso de choques com pequenos objetos, em caso de incêndios, o cockpit fechado serve como célula de sobrevivência. Ejzenberg prefere não calcular a força do impacto, porque seria necessário avançar ainda mais nas suposições.

Mas, assumindo que o impacto tenha durado um décimo de segundo, a força aplicada seria de 40 a 50 quilos. O problema é que, também aqui, é preciso considerar o grau de ruptura do capacete - se o crânio bateu no revestimento do capacete ou teve contato direto com a mola, e em que extensão e tempo.

Durante a produção de um capacete de Fórmula 1, 120 camadas de fibra de carbono são coladas juntas. Depois, o capacete vai para um forno onde as camadas são soldadas e endurecidas a uma temperatura constante de 132°C. Partes sujeitas a forças extremas são reforçadas com alumínio e titânio. O interior é feito de duas camadas de Nomex, um tecido antichama.

Antes de a Federação Internacional de Automobilismo aprovar um capacete, ele passa por uma série de testes de impacto. Durante o teste de penetração, um objeto de metal pontiagudo, de 3 kg, é derrubado de uma altura de três metros sobre a superfície do capacete, que deve permanecer íntegro. Submetida a um peso de 38 kg, a presilha não pode alargar mais de 30 milímetros. O visor é bombardeado com projéteis viajando a aproximadamente 500 km/h e os pontos de impacto não podem ser mais profundos que 2,5 milímetros.

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