O XV de Jaú de 2010, sob o comando do presidente José Antonio Construtor de Oliveira e do técnico Carlos Rossi, já entra para a história como o quarto melhor time do clube desde a “Era José Poy”. Só não conseguiu, outra vez, o acesso dentro do Campeonato Paulista da Série A3, sendo o lanterna do Grupo 3.
Foi com o ex-treinador argentino, morto em 1996 vítima de câncer, que o clube chegou pela última vez à elite do futebol paulista. São 16 temporadas de lá para cá, sendo que na maioria delas o clube passou sufoco ou foi rebaixado três vezes.
Na temporada de 1995 da A2, o Galo ficou em segundo lugar e subiu para A1 na companhia do Mogi Mirim. O treinador na época era José Poy, que tinha passagens anteriores por Jaú e que já havia feito uma grande campanha no ano anterior.
Oitavo lugar
O campeonato de 2010, com o XV de Jaú ficando em oitavo lugar depois de disputar a segunda fase da A3 (quadrangular) só têm paralelo em mais duas ocasiões.
Em 2005, o XV também esteve no quadrangular final,chegou à última rodada em condições de conquistar o acesso com um empate diante do Rio Claro.
O time do técnico Edson Só, que sucedeu Felício Cunha, perdeu por 2 a 1 no lotado Estádio Zezinho Magalhães e permaneceu na Série A3, ficou em quinto lugar. Logo no ano seguinte, com Doriva Bueno de treinador, o XV obteve seu acesso à A2 ao vencer a Ferroviária por 2 a 0 em pleno Estádio da Fonte Luminosa, foi o quarto na colocação geral.
Construtor
José Construtor, atual presidente do XV de Jaú, assumiu o clube em novembro de 2008. Ao preparar a equipe para 2009, ele confiou a “notáveis” que jogaram pelo XV e por grandes times a contratação de jogadores. O técnico do time era Wilson Mano, o auxiliar era Níveo Caetano e os diretores de futebol eram Alfinete e Marolla.
A equipe fracassou, uma vez que na maior parte do campeonato figurou na zona de rebaixamento. No fim da fase, Mano foi substituído por Márcio Griggio, então seu auxiliar.
O Galo reagiu, mas só se livrou do rebaixamento na penúltima rodada. A vitória no encerramento levou o time para o 15º lugar na classificação.
Pensando no futuro
Para 2010, José Construtor decidiu tomar as rédeas do futebol e ele mesmo, ao lado do técnico Felício Cunha, foi atrás das contratações.
Disposto a montar um time barato, o presidente chegou a dizer que o objetivo principal era evitar o rebaixamento. Ao longo do campeonato, Felício deixou o clube e chegou o técnico Carlos Rossi. Nove partidas invictas levaram o Galo para a segunda fase, resultado considerado até então inesperado.
Lado bom da A3
Rossi disse que o envolvimento dos atletas, treinos exaustivos até mesmo na véspera dos jogos e muita garra fizeram o time saltar do 13º lugar na tabela, quando chegou, para o sexto lugar no fim da fase.
O que fica de bom , segundo José Construtor, é o resgate da credibilidade do XV de Jaú. O clube tem atuado firme nas questões administrativas, renegociou dívidas antigas, pagou outras, fez acerto com dezenas de ex-funcionários que mantinham ações judiciais e fecha a temporada com as contas em dia.
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